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Como melhorar sua gestão do sistema de combate a incêndio

por esst | mar 5, 2026 | Medicina do Trabalho, Segurança do Trabalho | 0 Comentários

Como melhorar sua gestão do sistema de combate a incêndio

Introdução

O sistema de combate a incêndio é a linha final de defesa quando um sinistro se inicia. A NR‑23 determina que todas as empresas adotem medidas de prevenção e proteção, mas cumprir a legislação não se resume a instalar equipamentos e deixá‑los em silêncio. Uma gestão eficaz envolve inspeções periódicas, manutenção constante e treinamento das equipes. Neste artigo vamos resumir o que dizem as normas (NR‑23, NBR 12962, 13714, 16820 e 10898), apresentar pequenas ações de rotina que melhoram a segurança e mostrar como implantar um ciclo de melhoria contínua na prevenção de incêndios.

O que dizem a NR‑23 e as normas técnicas

A NR‑23 estabelece que as empresas devem providenciar sistemas de detecção, alarme e combate a incêndio, além de treinar brigadistas e elaborar um plano de ação. Para operacionalizar essa obrigação, existem normas técnicas que especificam como inspecionar e manter cada equipamento:

  • Extintores de incêndio – A NBR 12962, item 5.1, exige inspeções mensais. Deve‑se verificar a integridade física do cilindro, a sinalização, o acesso desobstruído, o lacre, o manômetro (pressão) e o estado geral. Se algo estiver irregular, é preciso recarregar ou substituir o extintor (Lato Qualitas).
  • Hidrantes e sistemas de combate – A NBR 13714 determina testes semestrais nas bombas e hidrantes para verificar vazão e pressão, registros em um livro de inspeções e um relatório técnico anual para renovar o AVCB/CLCB. Detectores e sirenes devem ser testados mensalmente e limpos semestralmente; as baterias das centrais devem ser trocadas a cada 3–5 anos (Proton Engenharia).
  • Sinalização de emergência – A NBR 16820:2022 determina que todas as placas de emergência sejam fotoluminescentes, com brilho uniforme e duração mínima durante a falta de energia. Para testar, basta carregar a placa com luz forte e, em seguida, observar seu brilho em um ambiente escuro; se a luminosidade for fraca ou irregular, a placa precisa ser substituída (Grupo Scala).
  • Iluminação de emergência – A NBR 10898 foi atualizada em 2023, elevando a autonomia mínima dos sistemas de iluminação de emergência de 1 hora para 2 horas (ou mais, dependendo da autoridade local) e permitindo sistemas centralizados com UPS. A norma exige níveis mínimos de iluminância (lux) em áreas de circulação e prevê a instalação de luminárias próximas ao piso, porque a fumaça se acumula no alto (i9avbc).
  • Portas corta‑fogo e rotas de fuga – As portas devem abrir no sentido de fuga, ter barra antipânico quando o local abriga mais de 100 pessoas e permanecer fechadas por mola ou outro dispositivo. A cada mês é preciso testar a abertura e o fechamento automáticos e, a cada seis meses, inspecionar molas, travas e barra antipânico (Executy). As rotas de fuga devem ser mantidas desobstruídas e sinalizadas; a norma recomenda verificações mensais e inspeção anual do conjunto (pisos, corrimãos, ventilação e iluminação).

Pequenas ações que fazem grande diferença

Cumprir as normas é essencial, mas ir além delas traz segurança real. Veja algumas boas práticas para melhorar sua gestão de combate a incêndio:

  • Inspeções frequentes – Faça inspeções mensais e, em locais de alto risco, semanais ou diárias. Mantenha um checklist com data, responsável e itens verificados (extintores, mangueiras, chaves, bicos e tampões).
  • Etiquetas nos abrigos – Anexe dentro dos gabinetes de hidrantes uma etiqueta com os meses do ano e marque a inspeção de cada componente: quantidade de chaves, mangueiras, tampões, placas e demais itens. Isso ajuda a garantir que nada falte quando for preciso.
  • Teste de placas fotoluminescentes – Periodicamente apague as luzes e verifique se as placas brilham por tempo suficiente e de forma uniforme. Substitua aquelas que não atendem aos requisitos  (Grupo Scala).
  • Iluminação de emergência e hidrantes – Desligue a energia para testar se as luzes de emergência acendem e se permanecem ligadas durante o tempo indicado pelo fabricante e pela NBR 10898. Aproveite para verificar a pressão nos hidrantes e mangotinhos; se houver ar na tubulação, drene-o  (i9avbc).
  • Extintores em dia – Confira mensalmente se os extintores estão no local correto, com acesso desobstruído, lacre intacto, pressão no verde e carga dentro do prazo de validade.
  • Saídas de emergência – Verifique se as portas de emergência estão destravadas, sinalizadas e livres de obstáculos. Teste a abertura, a mola e a barra antipânico.
  • Alarmes e botoeiras – Faça inspeção visual e testes aleatórios na central de alarme e nas botoeiras (botões de acionamento). Troque baterias de centrais conforme a vida útil recomendada (Proton Engenharia).
  • Limpeza e pintura – Mantenha limpo o recalque do sistema (ponto de abastecimento de água) e pinte periodicamente todos os pontos dos equipamentos (hidrantes, tampões, tampas de extintores) para garantir boa visibilidade.
  • Reuniões e atas – Realize reuniões ordinárias (e extraordinárias se necessário) para divulgar resultados das inspeções e definir ações corretivas. Registre em ata o plano de ação, atribuindo responsáveis e prazos. Esse registro é útil para auditorias e renovações de licenças.
  • Simulados e treinamentos – Programe simulados de evacuação e treinamentos práticos com a brigada. Esses exercícios ajudam a identificar falhas, a reduzir o tempo de resposta e a fixar as responsabilidades de cada membro. Em simulados, não deixe de treinar o uso de extintores, hidrantes e acionamento de alarmes.
  • Defina papéis claros – Embora todos devam conhecer o procedimento em caso de incêndio, a brigada precisa saber exatamente o que fazer. Divida funções (alertar a equipe, ligar para o corpo de bombeiros, desligar energia, combater foco) e assegure que cada brigadista esteja pronto para executá‑las.
  • Documentação e evidências – Registre cada inspeção, teste e treinamento com fotos ou vídeos. Esses registros, além de servirem como prova de que os sistemas estão em dia, ajudam na renovação de licenças e podem ser solicitados por órgãos fiscalizadores.

Processo de melhoria contínua

A gestão de combate a incêndio deve seguir um ciclo de melhoria contínua, inspirado no ciclo PDCA (Planejar, Fazer, Verificar, Agir). Planeje as inspeções e treinamentos, faça as atividades, verifique os resultados nas reuniões e aja para corrigir falhas. O PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) e a NR‑23 se complementam: é fundamental integrar o controle de riscos de incêndio ao PGR e ao PCMSO, atualizando ambos os programas sempre que houver mudanças na planta, equipamentos ou processos. Além disso, as recentes atualizações das normas trouxeram os riscos psicossociais e de conforto (térmico, acústico, iluminamento) para o inventário de riscos, exigindo um olhar mais amplo durante as inspeções e planejamentos (Gov.com).

 

Como a tecnologia pode ajudar

Gerenciar inspeções e documentos em planilhas pode levar a esquecimentos e retrabalho. Sistemas digitais de gestão de SST, como o eSST, auxiliam no controle de de inspeção, realizando checklists de extintores e hidrantes, registro de evidências e geração de relatórios. Ferramentas móveis permitem inspeções com fotos e geolocalização, inclusive offline. A tecnologia também facilita a integração do inventário de riscos ao PGR e ao eSocial, centralizando informações e garantindo a conformidade.

 

Conclusão
Uma gestão eficiente do sistema de combate a incêndio não depende apenas de equipamentos certificados, mas de um conjunto de rotinas preventivas e corretivas. Seguir as exigências das normas, realizar inspeções frequentes, manter registros e treinar a brigada são ações que salvam vidas e preservam patrimônios. Implementar um ciclo de melhoria contínua e usar a tecnologia como aliada ajuda a não esquecer detalhes importantes e a manter a empresa sempre pronta para enfrentar emergências. Comece revisando seu cronograma de inspeções e adapte seu plano de ação para incluir as melhorias sugeridas aqui.

 

Referências

  • Lato Qualitas. “Inspeção de extintores de incêndio”. Disponível em: https://www.latoqualitas.com/. Consulta em 2026.
  • Proton Engenharia. “Testes e manutenção de sistemas de combate a incêndio”. Disponível em: https://protonengenharia.com.br/. Consulta em 2026.
  • Grupo Scala. “Sinalização fotoluminescente: como testar”. Disponível em: https://gruposcala.com.br/. Consulta em 2026.
  • i9avcb. “Atualização da NBR 10898 (2023)”. Disponível em: https://www.i9avcb.com.br/. Consulta em 2026.
  • Executy Engenharia. “Manutenção de sistemas de proteção contra incêndio”. Disponível em: https://executy.com.br/. Consulta em 2026.
  • SST Hub. “O que são riscos ocupacionais e como identificá‑los”. Disponível em: https://www.ssthub.com.br/. Consulta em 2026.

NR‑17 – Ergonomia. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/. Consulta em 2026.

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